domingo, 14 de março de 2010

É só imaginar...





Como de costume a Ana estava aqui em casa, e durante uma de nossas conversas circulares nós pensávamos em como somos impotentes em relação a quem já nos fez sofrer. Não que nós sejamos vingativas, mas fica sempre um valorzinho que precisa ser acertado, as coisas não deveriam nunca “ficar por isso mesmo”. E nós chegamos a um consenso: se não podemos fazer, a gente imagina! O mais certo são as coisas continuarem do jeito que estão, mas só das idéias loucas nos passarem pela cabeça, o nosso humor já mudou. Usamos de requintes de crueldade e também de muito bom humor, pensamos em coisas que envolvem o equilíbrio do corpo e até naquelas coceiras chaaaatas que incomoooodam. Mas depois que já tínhamos rido até quase cuspir as nossas línguas, a Ana me lembrou: “Laíz, você por acaso lembra daquele dia que nós desejamos que chovesse e a luz acabasse e isso aconteceu?” O Pior é que isso é verdade, e confesso agora até uma pitadinha de remorso, mas depois que ela me disse isso eu ri ainda mais.



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